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O Custo de Envelhecer


O perfil demográfico no Brasil vem se transformando, desde 1970 passamos de uma sociedade majoritariamente rural e tradicional, com famílias numerosas e alto risco de morte na infância, para uma sociedade principalmente urbana, com menos filhos e nova estrutura nas famílias. A transição demográfica inicia com a redução das taxas de mortalidade e, depois de um tempo, com a queda das taxas de natalidade, provocando significativas alterações na estrutura etária da população, hoje temos um grande número de idosos.
 O envelhecimento populacional traz consigo problemas de saúde que desafiam os sistemas de saúde pública ou privada e da previdência social. Envelhecer não significa necessariamente adoecer. Os avanços no campo da saúde e da tecnologia permitiram para a população com acesso a serviços públicos ou privados adequados, uma melhor qualidade de vida nessa fase.
Se por um lado as perspectivas são positivas em relação a saúde do idoso no Brasil, por outro, os próprios dados mostram que o número de consultas médicas se amplia à medida que a população envelhece, e mais consultas levam ao maior consumo de medicamentos, mais realizações de exames complementares e maior número de hospitalizações. E, se existe um aumento da prevalência de doenças crônicas, o alto custo de tratamento é a conseqüência, onde a maior parte desta conta vai para o governo, já que nossos idosos têm a renda diminuída na aposentadoria e não podem arcar com despesas de um plano de saúde. 
Envelhecimento em condições sociais desfavoráveis, em que as pessoas têm menos recursos e informação, contribui para o aumento dos casos de doenças crônicas, demências e outras moléstias.
Em 2004, o Governo Federal lançou o Programa Farmácia Popular, que tem como objetivo subsidiar medicamentos para algumas das principais doenças. O programa possui parcerias com farmácias e drogarias privadas espalhadas por todo o país.
Aproximadamente, 14% dos custos totais com saúde estão relacionados a medicamentos. Mais de um quarto dos medicamentos é prescrito para idosos, que representam menos de 12% da população. Consomem, proporcionalmente, cerca de três vezes mais medicamentos que os indivíduos mais jovens, pois um grande número deles sofre de vários problemas de saúde ao mesmo tempo. Ao contrário dos jovens, estes medicamentos são, em sua maioria, de uso crônico.
Este tema é especialmente importante, pois as famílias com menor renda ainda comprometem proporcionalmente maior parte de seus recursos com saúde e o gasto com medicamentos tem uma participação importante nessas despesas.
Para reverter esse quadro, as autoridades governamentais devem formular uma política voltada aos idosos, considerando as características do seu perfil socioeconômico. Mas isso ainda está longe de ser atingido. O idoso não está na lista de prioridades do governo. 
Embora todos sejam iguais perante a lei, acreditamos que o governo federal deveria criar protocolos específicos e individuais para o fornecimento de medicamentos gratuitos ou subsídio parcial dos mesmos. Entendemos que no futuro próximo, com a taxa do número de idosos ainda maior, ficará impossível e inviável para o sistema público gerir estes gastos. Os protocolos que referimos deveriam ser relacionados com a necessidade financeira do cidadão, ou seja, aqueles que realmente não podem pagar deveriam ter prioridade no acesso de medicamentos em relação aos que podem pagar. Seria uma alternativa para não criarmos mais problemas no futuro.



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