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HEPATITES

 

Julho é o mês amarelo, como conscientização e prevenção das Hepatites Virais, uma

conquista e iniciativa brasileira, junto a Organização Mundial de Saúde (OMS), durante Assembleia Mundial da Saúde realizada em maio de 2010, que instituiu a data de 28 de julho como o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais. Desde então, o Ministério da Saúde vem cumprindo uma série de metas e ações integradas de prevenção e controle nos níveis de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) para o enfrentamento das hepatites virais no Brasil. Mesmo nesse momento de pandemia, não podemos nos esquecer de outras enfermidades.

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 325 milhões de pessoas no mundo vivem com infecção crônica causada pelos vírus da hepatite B ou C, segundo dados do Ministério da Saúde. Hepatite é um nome usado para designar qualquer inflamação no fígado, que pode ser aguda ou crônica. Na forma aguda, os sintomas incluem olhos amarelos, dores no corpo, moleza, falta de apetite, dor abdominal e um mal estar geral. A outra maneira de manifestação é a forma mais crônica e silenciosa. Nesses casos é difícil o paciente ter sintomas, que geralmente aparecem quando a doença já está em um estágio mais avançado.

Do grupo das hepatites virais, as mais comuns no Brasil são as hepatites A, B e C. Na prática, a grande diferença é que a hepatite A, na maioria das vezes, acontece de forma aguda, muitas vezes em crianças, ou em adultos que não foram imunizados, e nunca vira cirrose. Já as hepatites B e C também podem se manifestar de forma aguda, mas, principalmente a C, pode gerar doença crônica do fígado, como cirrose e o câncer de fígado com necessidade de transplante.

O Brasil registrou queda no número de casos de hepatites em 2019, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados no final de julho de 2020. Os números estão disponíveis no Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais da Secretaria de Vigilância em Saúde.

Contudo, o país ainda precisa atingir a meta de reduzir em até 90% os casos da doença e em 65% os óbitos associados até 2030 para cumprir o compromisso firmado no Plano Estratégico Global das Hepatites Virais. Resumindo o boletim epidemiológico, podemos dizer que os casos registrados de hepatite A foram reduzidos de 2.188 para 891, de 2018 para 2019. Os dados mais atualizados sobre óbitos pela enfermidade se referem a 2018, quando 28 brasileiros morreram. Em 2017, o número chegou a 22. Quanto a quantidade de casos registrados de hepatite B no ano retrasado chegou a 13.971 em relação aos 14.686 de 2018. Já os óbitos, por sua vez, apresentaram uma pequena alta entre 2017 e 2018, passando de 414 para 424. Como sempre, o relatório aponta ainda que mais homens foram infectados. O número de indivíduos do sexo masculino com hepatite B foi de 7.938, enquanto do sexo feminino somou 6.028. A principal forma de contágio foi por via sexual, com 20,4%. Com respeito a Hepatite C, o levantamento do Ministério da Saúde revela que houve uma redução de 2018 para 2019, de 27.773 para 22.747 em relação aos casos de hepatite C. Os óbitos também recuaram, de 1.720 em 2017 para 1.574 em 2018. A hepatite C é a maior causa de cirrose, câncer e transplantes de fígado no mundo. Contudo, é o único tipo que é completamente curável através de tratamentos medicamentosos. A hepatite D é o tipo da enfermidade que apresenta o menor número de casos em relação às demais, sendo responsável por 164 casos no país em 2019. No ano anterior, o número foi de 151. Saliento que os dados se referem ao ano de 2019, foram atualizados em 2020 e uma nova atualização irá ocorrer ainda neste mês, referente ao ano de 2020.

 Deixamos registrado que as vacinas contra hepatite A e hepatite B fazem parte do calendário vacinal do Ministério da Saúde e são disponibilizadas pelo SUS através de uma dose e três doses, respectivamente. Qualquer pessoa que não tenha tomado as vacinas quando criança pode procurar um posto de saúde para se vacinar. Para a hepatite C não existe vacina.

Uma das frentes para o combate às hepatites é o diagnóstico oportuno por meio de testes rápidos no SUS.  Todo esforço tem sido feito para o fortalecimento das ações de diagnóstico e ampliação do números de testes e tratamento. A expectativa é que esse número de testes seja superado.

As pessoas precisam saber se tem hepatite C, porque a única forma de evitar o desenvolvimento da cirrose e do câncer é fazendo o diagnóstico precoce.

O Julho-Amarelo, é o mês para chamar atenção da luta contra as hepatites virais, reforçando as iniciativas de vigilância, prevenção, controle do agravo e principalmente de conscientização sobre a vacinação das hepatites, salientando a necessidade de rever a carteira de vacinação em relação a todas as doenças, não podemos baixar a guarda, nunca.

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