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REFLEXOS DA PANDEMIA

 

Uma luz no fundo do túnel parece começar a mostrar sua clareza anunciando o fim da pandemia, por outro lado, a variante delta mostra sua cara e vem aumentando em vários lugares do mundo, e aqui também, criando um cenário sem muitas expectativas, estudiosos dizem que os próximos dez dias serão cruciais para sabermos se de fato o fim da pandemia aparece no horizonte ou se ainda teremos um aumento de casos.

De certeza no momento temos o desenho de um futuro muito instável, complicado e marcado por inúmeros problemas na área da saúde pública, que irão impactar de forma drástica nos custos dos governos em todas as esferas, em consequência do alto custo dos tratamentos dos problemas relacionado ao pós contágio com o coronavírus, as chamadas sequelas pós Covid, e exacerbado de maneira impiedosa por conta das desigualdades nos níveis de saúde pública no país como um todo.

Os desafios serão grandes, o valor que terão que desembolsar para cuidar das comorbidades também, somamos a essa conta o custo de várias doenças que por conta da pandemia não foram tratadas, pessoas que desistiram do tratamento, pessoas com doenças crônicas sem controle, cirurgias eletivas acumuladas, falta de leitos que a desigualdade acarreta e por ai vai a lista de problemas.

Se servir de consolo, os países ricos também passarão pelos efeitos pós pandemia, mas com uma diferença – com dinheiro nos cofres públicos e política de saúde pública igualitário para os habitantes.

Iremos precisar de um aumento no número de profissionais habilitados para atender essa nova demanda de pacientes e sabemos que os recursos públicos estão sendo utilizados para tratamento dos infectados pelo coronavírus e compra de vacinas para a população.

O Brasil não caminhava muito bem em investimentos nos programas de atenção primária e antes da pandemia havia uma expectativa ruim quanto a isso e consequentemente um aumento de mortes evitáveis, também não investimos em tratamentos preventivos o que seria muito mais vantajoso.

As principais sequelas pós Covid relatadas são: cansaço excessivo, fraqueza, dor muscular, tosse ou perda do olfato e paladar, essas são as mais comuns e geralmente desaparecem em até 3 meses após a infecção e não demanda muitos gastos com a recuperação. Todavia, existem as sequelas que atingem alguns órgãos do corpo, relatadas com menos frequência, são as que irão demandar grandes custos. Nelas incluem: Sistema cardiovascular: inflamação do miocárdio, insuficiência cardíaca, inflamação na membrana que reveste o coração, doença coronariana aguda, arritmia cardíaca, infarto ou aumento da coagulação do sangue;

eistema respiratórioenrijecimento do pulmão, chamada de fibrose pulmonar, que pode causar dificuldade respiratória ou má circulação sanguínea; Sistema renalinsuficiência renal aguda, caracterizada pela diminuição da função dos rins; Sistema neurológicosperda do paladar e olfato, dor de cabeça, ansiedade, depressão , insônia, inflamação no cérebro, AVC, trombose venosa cerebral, hemorragia cerebral, confusão, delírio, tontura, convulsões, síndrome de Guillain-Barré, doença de Parkinson ou síndrome de Miller Fisher; Sistema dermatológicoformação de bolhas, coceira ou inchaço na pele, ou alopecia, que é a perda de cabelo; Sistema gastrointestinal: perda do apetite, náusea, refluxo gastroesofágico, diarreia, dor ou inchaço abdominal, ou fezes com sangue;  Sistema oftalmológico: conjuntivite, ceratoconjuntivite ou conjuntivite hemorrágica, vermelhidão da pálpebra, obstrução dos vasos sanguíneos da retina, inflamação do nervo óptico ou alteração das fibras nervosas da córnea; Sistema endócrinoinflamação na tireóide, hiperglicemia em pessoas diabéticas, aumento da resistência à insulina ou desenvolvimento de diabetes tipo 1.

Como dissemos anteriormente essas sequelas são menos comuns e vale ressaltar que a maioria das pessoas recuperam da Covid 19 sem enfrentar esses problemas. A lista de sequelas graves é mais um motivo para mantermos todos os protocolos sanitários para evitar a disseminação da doença.

A pandemia do Coronavírus além das perdas de vidas humanas insubstituíveis, da grande dor causada para milhares de famílias, sofrimento para milhões de pessoas, quando cessar ainda estará presente em nossas vidas por muitos anos, precisamos de políticas públicas de saúde eficazes e voltadas para o bem comum, sem exceções.

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