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UMA HOMENAGEM DE CORAÇÃO

 

Este mês no dia quatorze foi comemorado o dia do cardiologista, ramo da medicina responsável para tratar do coração, este órgão que tão importante e ao mesmo tempo tão afetado quando se fala em doenças e causas de morte. Aproveitando a data é sempre bom falarmos sobre o coração, considerando que as doenças cardíacas são responsáveis no mundo, por um terço do total de mortes e se tornam um problema de saúde pública de primeira grandeza. Um estudo realizado pela Federação Mundial do Coração (The World Heart Federation) mostrou que a convivência em um ambiente agradável, a troca de gentilezas - seja entre amigos, cônjuge ou família, ajudam a reduzir o estresse, ansiedade e depressão, principais indicadores psicológicos de doenças cardíacas. A ciência reconhece também os benefícios da atitude positiva para o coração.

As doenças cardiovasculares podem afetar o coração e os vasos sanguíneos, em destaque para a doença arterial coronariana, que envolve dor no peito e o infarto agudo do miocárdio, sendo esta doença a maior causa de morbimortalidade no mundo. Por isso, é importante ficar atento aos fatores de risco, sinais ou sintomas precoces. Quanto antes for diagnosticado algum problema, melhor será o tratamento e controle. Os principais fatores de risco para eventos cardiovasculares são: hipertensão, diabetes, dislipidemia (níveis elevados de gordura no sangue), histórico familiar, estresse, tabagismo, obesidade, sedentarismo e doença da tireóide. O uso de drogas ilícitas, como a cocaína, também pode levar ao infarto agudo do miocárdio.

A melhor maneira de se prevenir é fazer exames regulares com o cardiologista, o profissional homenageado no mês de Agosto, principalmente nos casos citados anteriormente. Vale lembrar que aderir a um estilo de vida mais saudável também é fundamental para garantir o bom funcionamento do coração. Exercícios físicos e alimentação balanceada reduzem os riscos de desenvolver doenças cardiovasculares e trazem vários benefícios, como melhoras no humor e na disposição.

Mas quais outras reais importâncias do coração, além das funções orgânicas que exerce? Esse órgão, que pesa em torno de 300 gramas, é desde a antigüidade remota, ligado às situações de cunho emocional. Por volta do século V a.C., na Grécia Antiga, em um debate palpitante sobre a localização da alma, Aristóteles afirma que só existe uma alma e ela se encontra no coração, o centro do ser humano, o fogo interno que dá calor e vida. Ficaram assim estabelecido pelos séculos seguintes a primazia do coração.

A associação entre tal órgão e os sentimentos não foi estabelecida sem motivos. Sempre que o ser humano é dominado por uma emoção forte, o prazer e o amor, por exemplo, pode acelerar violentamente os batimentos cardíacos. Sendo assim, o coração assumiu um papel primordial entre as culturas, sendo o único órgão que se pode ouvir e sentir pulsar. Os batimentos são um sinal de vida e serviram mesmo para caracterizar o órgão.

Na Antigüidade, acreditava-se que o ouro era o único metal capaz de ligar dois corações. Daí o surgimento das alianças. Observa-se que o coração, um órgão nobre, está associado a um sentimento nobre e também a um metal nobre. Talvez houvesse, já nessa época, uma noção inconsciente da anatomia do coração, pois ele é formado por duas câmaras que emitem um som duplo. O desenho que popularmente se faz do coração representa duas partes unidas. É assim, um símbolo de união.

Em todas as culturas o coração recebe o mesmo tratamento, tem o mesmo simbolismo. O coração é o símbolo daquilo que não pode ser controlado, nem pelo intelecto nem pela vontade, é o símbolo das emoções. É pelo coração que passa o sangue, o fluido da vida. O coração está no centro do corpo e, no sentido figurado, está no centro do desejo humano, o amor. É um órgão de grande importância funcional, é autônomo e, simbolicamente, representa a generosidade do amor, a única emoção que tem a capacidade de curar, unir e transformar.

Parafraseando Saint Exupéry, lembramos uma de suas mais belas passagens, sobre a importância das pequenas coisas, aquelas que passam desapercebidas. O que é pouco para uns, para outros é muito. Todos tentamos fazer algo grande, sem perceber que a vida é feita das pequenas coisas, e acredite: “Só se vê com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.  De coração, nossa homenagem a todos cardiologistas pela passagem do seu dia.

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