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 Como pode ser feito o tratamento de déficit de atenção

Terapia
A terapia aparece nesse cenário como forte aliada ao tratamento, visto que tem o objetivo de ajudar o paciente a estabelecer uma relação saudável consigo e com os outros. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), por exemplo, ajuda o paciente a construir comportamentos funcionais, que irão se relacionar com emoções saudáveis.
Existe uma série de técnicas da TCC que são capazes de ajudar o sujeito a entender a origem dos seus comportamentos disfuncionais, crenças centrais, crenças intermediárias e até mesmo pensamentos automáticos que podem estar alimentando a desatenção.
Além disso, o terapeuta consegue, por meio de alguns exercícios durante a sessão e “tarefas de casa”, incitar o sujeito a colocar em prática as reflexões e conclusões que, juntos, elaboram ao longo do tratamento. Com isso, o paciente consegue, ainda que gradualmente, ter maior domínio sobre seus sentimentos e impulsos, bem como a disciplina necessária para gerir os comportamentos prejudiciais à sua rotina.
Medicamentos
A intervenção medicamentosa é essencial para o equilíbrio biológico. O uso de medicamentos com fórmulas que atuam no lugar da dopamina, regulando as atividades do córtex pré-frontal é o mais recomendado para os casos de DDA. Assim, é possível restabelecer, pouco a pouco, o foco e a concentração durante o período de ação do medicamento, que costuma variar entre 12 a 24 horas, dependendo do tipo prescrito.
Rede de apoio
Outro ponto fundamental para o tratamento de pacientes com DDA é o envolvimento de todas as pessoas do ciclo de apoio e das áreas em que o sujeito está inserido. Dessa forma, no caso de crianças, por exemplo, é preciso o envolvimento dos professores no tratamento, orientando-os quanto à necessidade de maior atenção e, em alguns casos, adaptação de algumas atividades para a realidade daquele paciente.
Quando as dificuldades persistem em casa, os pais devem ser encorajados a pedir assistência profissional — com psicólogos e/ou terapeutas ocupacionais, por exemplo — e treinamento em técnicas de controle comportamental.
Para os adultos, por exemplo, é recomendável que o próprio paciente manifeste seu quadro para sua equipe de trabalho, compartilhando sua dificuldade e demonstrando as ações que toma para que os impactos negativos sejam minimizados. Dessa forma, é possível estabelecer uma relação de confiança com a equipe e, caso necessário, solicitar ajuda para algumas demandas.
Os pacientes com o distúrbio precisam ser conscientizados de que o tratamento é fundamental para que o próprio ritmo seja entendido e, consequentemente, adaptado para uma realidade funcional. Para isso, os primeiros passos são explicar o que é déficit de atenção, reconhecer a dificuldade e oferecer ajuda.

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