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CORAÇÃO NÃO É TÃO SIMPLES QUANTO PENSA

 

Um estudo recente feito pela Universidade de São Paulo (USP) que acompanhou por anos milhares de paulistanos revelou que apenas 7% dos moradores da capital apresentam uma saúde cardiovascular ideal, ou seja, 93% dos paulistanos não obtiveram um resultado satisfatório ao que diz respeito à saúde do coração – um dos nossos órgãos vitais. Uma saúde cardiovascular adequada reduz o risco de problemas futuros, como enfarte ou acidente vascular cerebral (AVC). O estilo de vida contemporâneo – seja em grandes cidades ou no interior – que faz com que não tenhamos tempo para praticar atividade física, se alimentar adequadamente, permeada por estresse, afeta não apenas a saúde mental de sua população, como também um dos nossos maiores bem: nosso coração.

O estudo denominado “Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA),” maior pesquisa epidemiológica do país, monitora, desde 2008, 15 mil adultos de 35 a 74 anos em todo o Brasil. Na capital paulista são cerca de 4 mil participantes que têm constantemente seus índices e hábitos de saúde monitorados. Mas afinal, o que é uma saúde cardiovascular ideal? Para tal definição, são levados em consideração sete indicadores: hipertensão arterial sistêmica, diabetes, colesterol alto, índice de massa corpórea (IMC), dieta, atividade física e tabagismo. Sendo para cada indicador, tem um cenário considerado ideal – um exemplo: para a dieta ser considerada ideal, a pessoa tinha que consumir pelo menos quatro porções de frutas e vegetais por dia, duas porções de peixe/frutos do mar na semana, pouco consumo de bebidas açucaradas, entre outras recomendações. Foram classificados com a saúde cardiovascular adequada ideal os participantes que apresentaram de cinco a sete indicadores adequados. Segundo o estudo, o vilão é a alimentação inadequada, como o consumo excessivo de sal, gordura trans, poucas frutas e verduras.

As doenças cardiovasculares são a primeira causa de mortes no mundo e no Brasil. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 17,7 milhões de pessoas morreram vítimas de enfermidades do coração em 2015. A estimativa para 2030 é de 22,2 milhões de óbitos. Os dados preliminares de 2017 do Ministério da Saúde mostram que 355.895 brasileiros morreram em 2017 devido a doenças cardiovasculares.  A falta de conhecimento dos entrevistados vem ao encontro de outros dois pontos destacados na pesquisa: mais de 40% deles não realizaram exames para diagnosticar o nível de colesterol nos últimos 12 meses e quase metade só vai ao médico quando está com algum problema de saúde ou em casos de emergência. De forma geral, os brasileiros não atuam na prevenção, realizando avaliações periódicas com um profissional da saúde, mas nas consequências, quando doenças ‘silenciosas’ como a aterosclerose, consequência do colesterol aumentado, da hipertensão arterial e do tabagismo, entre outros, se manifestam de forma grave e muitas vezes fatal.

O primeiro passo, segundo o cardiologista do Instituto Dante Pazzanese, Marcelo Bertolami, é a realização de exames, o que pode prevenir ou identificar doenças cardiovasculares para que a pessoa dê início ao processo de tratamento, com acompanhamento de remédios ou não. O médico explica que mesmo que o indivíduo esteja saudável e sem sintomas, deve-se fazer, no mínimo, um check-up básico pelo fato de doenças cardiovasculares serem conhecidas como “silenciosas”. Esse cuidado é ainda mais importante entre os homens, geralmente a partir de 40 anos, e mulheres após a menopausa.

Em contrapartida, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou a resolução para banir o uso de gorduras trans industriais em alimentos até 2023. O objetivo da norma é reduzir o consumo da substância presente principalmente em alimentos industrializados, como biscoitos recheados, massas instantâneas, margarinas, sorvetes, pratos congelados, pipoca de micro-ondas, salgadinhos, entre outros. Diversos estudos já comprovarem uma relação entre o consumo desse tipo de gordura e o aumento do risco de doenças cardiovasculares. A restrição será aplicada em duas fases: na primeira, que entrou em vigor em julho de 2021, foi imposto um limite de 2% de gordura trans sobre o teor total de gordura de cada produto. Na segunda etapa, que entrou em vigor em janeiro de 2023, a indústria ficará proibida de usar o ingrediente gordura parcialmente hidrogenada, principal fonte de gordura trans nos alimentos.

 

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