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     PERDÃO FAZ O BEM AO CORAÇÃO

 

Perdão, segundo o dicionário é o processo intencional e voluntário pelo qual a vítima passa por uma mudança de sentimentos e atitudes em relação a uma ofensa criminosa, deixa de lado as emoções negativas, como a vingança com uma capacidade aumentada de desejar bem ao agressor.

Perdoar não é esquecer os fatos, mas é não guardar ódio e o desejo de maldade. Temos que aprender a perdoar aqueles que lhe causaram algum sofrimento. Perdoar a nós mesmo já é difícil, ao outro então, parece impossível, mas é uma tarefa necessária para o nosso próprio bem - perdoar faz bem para o coração - diz estudo brasileiro, numa pesquisa que estabeleceu relação entre o perdão e os problemas cardiovasculares.

Estudo sobre o perdão apresentado na 40ª. Edição do Congresso da Sociedade de Cardiologia de São Paulo (SOCESP) revelou que quem perdoa sofre menos problemas do coração.

Foram analisadas cerca de 130 pessoas pelo projeto desenvolvido na Universidade de Santo Amaro (UNISA), em São Paulo.

E além de tratar sobre o perdão, o estudo também verificou outros aspectos relacionados como os índices de espiritualidade entre as pessoas com e sem doenças cardiovasculares.

A observação foi feita a partir de dois grupos: o primeiro grupo constituído por pessoas que apresentavam infarto agudo do miocárdio (IAM) e o outro por indivíduos sem doença cardiovascular diagnosticada conhecida.

De acordo com a pesquisa, o grupo dos infartados foi o que mais apresentou dificuldade em perdoar. Enquanto que o grupo mais propenso a perdoar foi justamente o grupo 2, que não possuía nenhum problema cardíaco.

No estudo, 65% das pessoas que sofreram um infarto assinalaram que não estavam dispostos a perdoar em casos de quebra de confiança. Já o índice de que não sofreu infarto antes era de 35%. Na segunda categoria em destaque, “rejeição e desprezo”, 54% dos que sofreram infarto disseram que perdoariam, enquanto o percentual do grupo de quem não infartou subiu para 72%.

Por isso a associação entre o perdão e a saúde do coração. Com relação à religiosidade, não houve tanta disparidade religiosa. 19 dos integrantes do grupo de vítimas de infarto afirmaram sentir Deus várias vezes por dia. Já no grupo 2, esse número cresceu em apenas uma pessoa.

A hipótese é de que os pacientes que tiveram infarto aderiram a uma visão mais religiosa depois do problema como uma forma de lidar com a situação. Assim, a religiosidade deles se aproximou da dos demais.

Outro assunto muito fortemente abordado nos dias atuais diz respeito à saúde emocional ou saúde mental que é o bem-estar psicológico em geral. Isso inclui a forma de se sentir em relação a si mesmo, a qualidade das relações e a capacidade de controlar os sentimentos e enfrentar as dificuldades. A boa saúde mental não é apenas a ausência de problemas de saúde mental. Estar mentalmente ou emocionalmente saudável é muito mais que estar livre da depressão, ansiedade ou outros problemas psicológicos.

A raiva, a mágoa e o rancor são sentimentos negativos com grande capacidade de destruição. Quem convive com esses sentimentos sofre muito, pois fecham as portas para as possibilidades de felicidade. A grande arma de defesa dessa dor é o perdão. Conclui-se que para ter uma boa saúde emocional um dos exercícios a ser praticado é aumentar a capacidade de perdoar, ato que precisa ser treinado, repetido como um mantra. Não perdoar pode deixar o sistema de alerta sempre ligado. A constante liberação de hormônios como o cortisol - o hormônio do estresse – quando em excesso no corpo, estimula a produção de células gordurosas no abdômen a ser preenchido com lipídios, criando a gordura visceral, capaz de aumentar ainda mais o risco de doenças cardíacas — inclusive causar o infarto — e diabetes.

Os níveis de estresse na população brasileira têm aumentado ao longo dos últimos anos. Segundo uma pesquisa do International Stress Management Association, que possui uma das bases no Brasil, nove entre dez brasileiros apresentam algum sintoma relativo ao estresse e isso tem relação com o cortisol.

Praticar o perdão não é uma tarefa fácil de ser colocado em prática. Afinal requer de nós o enfretamento de algo muito dolorido, que traz raiva e ressentimento. Também pode ser encarado com um ato de fraqueza, pois socialmente se constrói um conceito de que pedir perdão é um ato de submissão. No entanto, quem não consegue perdoar alimenta a raiva e a mágoa que, juntas, como vimos, só interferem de forma negativa na saúde física e emocional. Por isso, é fundamental lutar contra a própria inclinação para manter esse ressentimento. Perdoar não é esquecer. Ninguém passa a sofrer de amnésia quando perdoa. As lembranças das ofensas continuam lá, mas o sentimento negativo associado a elas é que desvanecem. E praticar o perdão é possível, funcionando com um crescimento interno. A proposta não é convencer pela repetição, mas provocar uma reflexão que ajude a assimilar e compreender que não é possível ter controle sobre todos os fatos da vida. Nós não estamos livres das dores e das injustiças, mas superar cada uma destas etapas é um processo de prática de perdão.

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